Dores e Prazeres da Alma
Afetividade
Amar não significa
esperar que alguém nos satisfaça todos os anseios e necessidades que
cabe só a nós satisfazer
Autoconhecimento
O autoconhecimento é
a capacidade inata que nos permite perceber, de forma gradativa, tudo
que precisamos transformar. Ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre
os nossos potenciais adormecidos, a fim de que possamos vir a ser aquilo
que somos em essência. Só tememos o que desconhecemos. O
autoconhecimento requer um constante exercício, no reino do pensamento
reflexivo, sobre as sensações externas e internas. Viver uma vida sem
reflexão é como escutar uma música sem melodia.
Respeito
Somente optando pelo
auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos
outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.
Medo
Cada um vê o universo
das coisas pelo que é. Vemos o mundo e as criaturas segundo o nível de
desenvolvimento da consciência em que vivemos. Quanto maior esse nível,
mais estaremos centrados e vivendo estáveis e tranqüilos. Quanto
menor, mais teremos um juízo primário de tudo e uma estreita visão
dos fatos e das pessoas.
Aprendendo a focalizar
e a desfocalizar nossas crises, traumas, medos, perdas e dificuldades,
bem como os acontecimentos desastrosos do cotidiano – dando-lhes a
devida importância e regulando o tempo necessário, a fim de analisá-los
proveitosamente - , teremos metas sempre adequadas e seguras que
favorecerão o nosso progresso espiritual. Não devemos jamais subestimá-los
ou ignorá-los. Lembremo-nos de que “a beleza não está somente nas
flores do jardim, mas, antes de tudo, nos olhos de quem as admira”.
Baixa estima
Sentimento de
inferioridade consiste em conjunto de idéias que foram recalcadas no
inconsciente da pessoa em tenra idade, associadas às já existentes
pelas existências obtidas em vidas pretéritas. Ele age sobre a conduta
humana, provocando sentimentos gratuitos de culpa, excessiva carga
emotiva relacionada a pensamentos de baixa estima, freqüente sensação
de inadequação e constante sensação de frustração em decorrência
da desvalorização da capacidade e habilidade pessoal. Como são
considerados inaceitáveis ou desagradáveis, são excluídos da consciência,
permanecendo recalcados no inconsciente.
No entanto, é
essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar
nosso “estilo de vida”. Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões
e vocações naturais, nem questionemos, sistematicamente, nossas forças
interiores. Para obtermos autoconfiança, somente é preciso
reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito
divino.

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