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Ecologia, Holismo e Saúde
A concepção sistêmica da vida, mente, consciência
e evolução nos propõe uma abordagem holística da saúde e da cura.
Essa “nova visão”, segundo Fritjof Capra, inclui também a integração
dos enfoques ocidental e oriental da psicologia e das psicoterapias.
Importa agora, recuperarmos atitudes de amor, respeito e solidariedade,
uns para com os outros, para com a natureza, a terra, o cosmos, com Deus
e conosco mesmos. Essa visão exige uma nova civilização e um novo
tipo de religião, capaz de religar Deus e o mundo, mundo e ser humano e
a espiritualidade do cosmos. Cumpre refazermos uma aliança de
fraternidade e de respeito para com a terra. Sentirmo-nos imbuídos do
Espírito que tudo penetra e daquele AMOR que, no dizer de Dante, move o
céu, todas as estrelas e também nossos corações. A Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão da
ONU, conceitua saúde como “um estado de completo bem-estar físico,
mental e social”. Mas o médico contemporâneo tem dificuldade de
vivenciar, na prática, essa visão mais ampla de saúde, em virtude da
extrema especialização da medicina, coadjuvada pelo ensino universitário
dogmático e pelos próprios valores em que se fundamenta a sociedade. A metodologia reducionista fez com que os aspectos
psicológicos e espirituais da doença não fossem considerados, embora
tenha sido no séc. XX que a medicina psicossomática conheceu seu extraordinário desenvolvimento. Na prática, o médico continua separando tudo, como
se o corpo fosse construído de peças desmontáveis sem interligação
entre elas.
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