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Dr. Brian Weiss
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Um Paradigma Novo

A Psicologia está em desenvolvimento constante e crescente. Assim como a ciência caminha passo a passo em suas descobertas, a área psicológica também investe para que seu potencial manifeste-se por meio de técnicas subsidiadas por um embasamento teórico.

Temos uma Psicologia que ainda é repetitiva e dá voltas. Que muitas vezes analisa o ser como se ele fosse isolado. Que às vezes é massacrante, apontando o lado negativo e não oferecendo ferramentas para suplantá-lo. Que mecaniza o indivíduo como um robô bem orientado. Que, impotente, curiosa e especulativa, enxerga a pessoa fragmentada, de acordo com o paradigma newtoniano-cartesiano. Mas seu crescimento é um fato ainda mais concreto desde a utilização de um novo paradigma como base teórico-prática.

E o que é o novo paradigma?

Primeiramente quero conceituar o que é um paradigma. O paradigma está ligado a um conjunto de crenças que acabam tornando-se o ponto de referência ou o modelo para uma conduta em determinada área, que acabam se tornando um método de direcionamento.

Antes de expor o novo, quero me deter de forma simples no velho paradigma newtoniano-cartesiano.

Nos séculos dezesseis e dezessete, a noção de universo modificou-se enormemente. Houve a substituição da visão organicista, em que o universo era vivo e espiritual, por uma noção de mundo mecanizado. Dessa forma. O estudo relacionado à Física e à Astronomia tomou um rumo matemático, diferentemente do ocorrido no séc. treze, quando a ciência encontrava-se voltada para a compreensão e o significado das coisas, sem a tentativa de controlar e dominar a natureza.

Com essa visão mecanicista, a ênfase passou a ser o concreto, o material, o palpável e o mensurável. Desqualificando e invertendo os pontos de abordagem anteriores, o que provocou um grave desequilíbrio.

De acordo com esse método cartesiano referente ao filósofo René Descartes, a fragmentação instalou-se na nossa forma de pensar e de considerar o universo. Paralelamente, nossos métodos de tratamento em diversas áreas seguiram esse rumo, enfatizando uma abordagem mecânica também do ser humano.

Aqui, a Psicologia se enveredou por teorias e técnicas em que a pessoa era vista como fragmentada, tendo partes isoladas e sem possibilidade de integração dentro de si mesma.

Por intermédio de Isaac Newton, astrônomo inglês brilhante, surgiu a Física Matemática, e o mundo passou a ser visto como uma máquina, materialmente falando, nada existindo de vida ou espiritual na matéria.

Para ele, tempo e espaço eram absolutos e independentes do mundo material. O tempo era considerado linear, e o espaço, tridimensional, absoluto e constante.

Descartes e Newton não negavam a existência de Deus, muito pelo contrário. Mas para eles matéria era matéria, independentemente do observador.

Dar crédito ao paradigma newtoniano-cartesiano durante quatro séculos enrijeceu o lado mais transcendente do ser, mas por outro lado, possibilitou grandes avanços em diversas áreas.

Com a chegada do séc. vinte – e por meio do grande cientista e matemático dessa era, Albert Einstein -, nossa maneira de ver o universo modificou-se mais uma vez. De certa forma, ela retornou à percepção de mundo do séc. treze, isto é, a um prisma mais integral.

Os estudos da Física Quântica abordam diversos temas ligados à energia e têm despertado um novo conhecimento, interesse e postura por parte de vários profissionais no mundo – e a Psicologia está inclusa aqui.

O novo paradigma é a abertura para A VISÃO HOLÍSTICA, onde tempo e espaço são relativos, interdependentes e interligados. O espaço é considerado quadrimensional, e o tempo não é linear. O universo, sob a ótica da Física Moderna, é um todo dinâmico, indivisível, e suas partes são inter-relacionadas.

Dessa forma, métodos ligados à Psicologia, como a Psicologia Transpessoal de Groff, a Parapsicologia e a Terapia de Vidas Passadas,  (incluiríamos a Psicoterapia Reencarnacionista) tem se beneficiado com os conceitos advindos das grandes descobertas da Física Moderna. Aqui o homem não é só percebido individualmente, mas como um ser inter-relacionado, interconectado consigo mesmo e com seus aspectos socioeconômicos, familiares e espirituais.

Portanto, no novo paradigma, o abstrato é valorizado, assim como o lado vivo e espiritual.

E o que é a Psicologia?  É de fato o que de mais abstrato existe em termos de conceitos, apesar de podermos materializar esses conceitos em ações.

Como em toda a mudança, há resistências em várias áreas de trabalho. E isso é natural, pois modificar um referencial é ter de “mexer” em uma lata de lixo tampada e acomodada há um bom tempo. Mas, como paradigmas não são verdades únicas, absolutas e eternas, e sim um direcionamento, o caminho está livre e aberto para novos estudos, descobertas, conceitos e métodos. Para isso precisamos ter a coragem de arriscar.

Extraído do livro de pesquisas da psicóloga Simone Martins.  

 

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