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De Volta ao Passado

 

Estudos mostram que relatos feitos durante a regressão à vidas passadas não são pura elaboração. Mais um passo na busca da comprovação da existência de outras vidas.
Há dois anos, ISTO É divulgou o primeiro mapeamento de ondas cerebrais feito durante uma sessão de regressão (ISTO É 1.594). O estudo do psicólogo Julio Peres, do Instituto de Terapia Regressiva Vivencial Peres, de São Paulo, mostrava que a atividade cerebral é muito lenta, mesmo quando o paciente mostra reações como suor e taquicardia. Na época, Peres anunciou uma parceria de pesquisa com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para monitorar o fluxo sanguíneo e as estruturas cerebrais acionadas durante a regressão. Quatro mulheres e dois homens sadios, com idades entre 28 e 39 anos, se submeteram a uma tomografia
com emissão de radio fármaco (método spect), realizada no Hospital Beneficiência Portuguesa em São Paulo. Depois, seus exames foram analisados pelo médico Andrew Newberg, especialista em estados modificados da consciência da Universidade americana. Finalizados os estudos revelaram que as áreas do cérebro mais requisitados nesse processo são as do lobo médio temporal e as do lobo pré frontal esquerdo que correspondem pela memória e pela emoção. É mais um passo em busca da comprovação de que essas experiências não são fruto da imaginação. "Se o paciente estivesse criando uma história, o lobo frontal seria acionado e a carga emocional não seria tão intensa", explica Peres." (ISTO É 1.710, de 10/7/2.002).



Tertuliano Pinheiro
Secretário de Ação Social do Rio Grande do Norte

"Sou um homem de bem com a vida, casado e pai de quatro filhos, mas tinha fobia de escuro. Só dormia de luz acesa e comecei a sofrer de depressão. Católico, não acreditava em reencarnação, mas depois de me tratar com remédios e terapia convencional, procurei a regressão. O processo foi avassalador. Vi algumas vidas, duas mais marcantes. Em uma era um homem poderoso e, em outra, um mendigo. Acredito, porque ninguém me contou, eu vi tudo, senti cheiros, frios e todos os tipos de sentimento. O coração bate forte, você sua e sofre tudo de novo. Eu temia a noite passada em becos escuros. Minha única companhia era um cão. Me livrei desse sentimento e mudei minhas convicções religiosas."


Aparecida Fernandes
Psicóloga e professora de português

"Sou filha adotiva, mas sempre fui muito paparicada. Quando soube da adoção, aos 17 anos, não me abalei. Tenho família, marido e filhos e nenhuma razão para a solidão que sempre me perseguiu. Fiz terapia convencional sem resultados. Esse sentimento se tornou avassalador com a morte de meu pai. Procurei a Terapia de Regressão e voltei à vida intra-uterina, percebi que absorvi a sensação de abandono que minha mãe biológica sofreu porque isso encontrou eco em meu passado. Em outra vida, fui uma pastora de ovelhas que morreu sozinha, de inanição. Ela morava perto de uma serra. Meses depois da terapia, meus sogros foram em férias para Portugal. Quase desmaiei quando reconheci a serra da pastora no vídeo que eles fizeram na viagem." 
(Ambos os relatos publicados na mesma reportagem).


 

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